O que ouvir em uma viagem? A trilha sonora perfeita para “o pé na estrada”

Qualquer viagem começa com o planejamento – Onde ir? Depois da resposta a esta primeira pergunta, começamos a pesquisar locais para conhecer, os mais famosos, os mais recomendados, os mais conhecidos, os mais difíceis, os pontos turísticos e como chegar em cada lugar. Roteiros. Viajar é principalmente praticar o desapego. É desligar-se totalmente das preocupações que a rotina nos traz, esquecer do relógio, é comer onde dá e até onde o dinheiro alcança, é não dar a mínima pra calça tão ou mais suja que a bota, é conversar em qualquer língua, aprender novas palavras e perceber outras mais belas, tão comuns até outrora. Mas, para realizar qualquer cronotopo à nossa própria literatura viajante, é preciso antes de mais nada, pôr o pé na estrada. Dar aquele primeira passo. E deixar que a própria viagem nos faça (e não o inverso disso), de fora para dentro de nós mesmos. Do que a estrada nos mostra. Desde o que se vê, até o que se sente.

Avião, moto, carro, barco, caminhão, ônibus, bike, pé, carona… qualquer que seja o meio escolhido para jogarmos a mochila, no bolso vai o som. A música que algumas vezes vai casar a viagem à gente, que muitas das vezes vai ser perfeita pro momento, e, que dos ouvidos aos olhos transforma a energia da composição em incontida emoção. Mesmo que utilizada só para gastar algumas horas de rodas e chão, é bastante improvável encontrar um viajante sem fone de ouvido. Das músicas para se escutar na estrada, percebi que as que mais combinam, que mais casam com as trips, em geral têm violão e, também cantam sobre viagens, cidades, bandeiras, partidas, liberdade, saudade, enfim… Cantam sobre a emoção de se estar na estrada.

Manu Chao

Manu Chao é a cara das Américas. Seu disco debut, Clandestino (Virgin, 1998), foi resultado de alguns anos de viagens pela América Latina, tendo grande repercussão pelo continente e, aqui no Brasil não poderia ter sido diferente.

O disco em si é composto de elementos variados: as músicas são cantadas por Manu em diversas línguas (inglês, francês, espanhol e português); criou um estilo musical único que mistura reggae, ska, cúmbia e punk; letras que contam experiências vividas pelos países que conheceu e clamam por  igualdade,  liberdade, natureza e um pouquinho de deboche; e, principalmente destaco a criatividade do artista em criar um disco repleto de samplers interessantíssimos, sem cair em modismo ou exagero. Em alguns trechos existem transmissões de rádio, discurso do Movimento Zapatista em prol da Revolução Mexicana e inclusive a narração de um jogo do Flamengo da década de 90, época em que Mancuso jogava pela meia-cancha rubro-negra.

El hambre viene
El hombre se va
Sin más razón
El hambre viene
El hombre se va
Cuando volvera

Por la carretera
Por la carretera

“El Viento”, Manu Chao

Neil Young

Músicas com violão sem citar o folk-rock seria, no mínimo, injusto. Fã de Chuck Berry e Johnny Cash, Neil Young nasceu no Canadá e tornou-se grande expoente da música após desistir de sua banda Buffalo Springfield e partir para carreira solo. Com álbuns variando entre folk, country e hard rock, teve sua carreira consolidada com o lançamento de seu terceiro e quarto discos – After the Gold Rush (Reprise Records, 1970) e Harvest (Reprise Records, 1972); e Young até hoje é citado pela revista Rolling Stone como um dos melhores guitarristas do rock. Músicas como “Alabama” e  “Southern Man” são algumas faixas destes discos que cantam sobre melancolia de alguns lugares e uma certa tristeza norte americana, entretanto escolhemos a música de abertura daquele disco de 1970, “Tell Me Why”, por seu belo arranjo folk tocada pelo seu compositor, Neil Young:

Jack Kerouac

O movimento beatnik, todos sabem, muito influenciou artistas e inclusive o modo de viver de algumas pessoas. Tendo como principais percursores escritores como Jack Kerouac, William Burroughs e Allen Ginsberg; a vida hipster (bem diferente da atual aplicação do adjetivo) era marginal, conforme Ginsberg relata em seu tradicional poema “Uivo”, de onde destacamos um excerto inicial:

Eu vi os expoentes da minha geração, destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa, hipsters com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite, que pobres esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando o jazz, que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de cômodos, que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de Blake entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos & publicarem odes obscenas nas janelas do crânio, que se refugiaram em quartos de paredes de pintura descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestos de papel escutando o Terror através da parede, que foram detidos em suas barbas púbicas voltando por Laredo com um cinturão de marihuana para Nova Iorque, que comeram fogo em hotéis mal pintados ou beberam terebentina em Paradise Alley, morreram ou flagelaram seus torsos noite após noite com som, sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília, álcool e caralhos em intermináveis orgias, […]”

A vida não era fácil. Não havia conforto, roupa limpa ou pedir dinheiro para os pais. Em meio a grande depressão americana dos anos 30, o estilo de vida adotado era uma expressão de liberdade e desapego tão exacerbados que os valores da vida contemporânea pouco importavam. Era cair na estrada mesmo – “On The Road”; e ver até onde daria pra seguir, arrumando um emprego qualquer para com alguns trocados tentar absorver mais um pouco de cada cidade e espremer os bolsos para tentar tomar alguns goles em farras em qualquer buraco que desse, contanto que estivesse rolando um jazz. Não importava para onde, o que importava era ir.

Dessa vida dura, desapegada e livre, era de onde os beatniks buscavam o autoconhecimento. Colocar a mochila nas costas e perambular pelos interiores de carona trazia – e ainda traz – inspiração à muita gente, é a sensação de “alma crescida” como dizem alguns escritores mais modernos. É estar viajando consigo mesmo. É estar vivendo consigo mesmo. A amizade e a união dos percursores do movimento beatnik, trouxe-os ao sucesso do dia para a noite com a publicação de seus livros e, nestes, suas histórias de vida. E dessa fonte, hipster de fato e de essência, também beberam Bob Dylan e Jim Morrison.

Bob Dylan

No começo de sua carreira, Bob Dylan tornou-se famoso por músicas de protesto, e seu primeiro grande sucesso – “Blowin’ In The Wind”, acabou tornando-se um hino pelos Direitos Civis e foi regravada por centenas de artistas, inclusive Joan Baez, que tocou sua composição no primeiro festival de Woodstock:

Quantas estradas um homem deve percorrer
Pra poder ser chamado de homem?
Quantos oceanos uma pomba branca deve navegar
Pra poder dormir na areia?
Sim e quantas vezes as balas de canhão devem voar
Antes de serem banidas pra sempre?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Sim e por quantos anos uma montanha pode existir
Antes de ser lavada pelos oceanos?
Sim e por quantos anos algumas pessoas devem existir
Antes de poderem ser livres?
Sim e quantas vezes um homem pode virar a cabeça
Fingir que ele não vê
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Sim e quantas vezes um homem deve olhar pra cima
Antes de conseguir ver o céu?
Sim e quantos ouvidos um homem deve ter
Pra poder conseguir ouvir as pessoas chorarem?
Sim e quantas mortes serão necessárias até ele saber
Que pessoas demais morreram?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

“Blowin’ In The Wind”, Bob Dylan

Nesta época da década de 60, já era forte o movimento hippie (diminutivo de hipster) e o folk-blues original que Dylan tocava, começava a repercutir já a partir de seu segundo álbum, The Freewheelin’ Bob Dylan (Columbia, 1963). Entretanto, anos depois deste premiado álbum, ele resolve substituir o violão que o consagrou pela guitarra elétrica, sofrendo duras críticas da mídia e de fãs, sendo inclusive taxado como traidor do movimento folk ao deixar o violão de lado e adotar a guitarra. Mesmo em meio a essa polêmica, seu primeiro disco com guitarras, Bringing It All Back Home (Columbia, 1965), atinge o topo das paradas nos Estados Unidos e Reino Unido, garantindo a ele um disco de platina pela obra.

A cultura viajante de Bob Dylan é expressa na temática de suas composições, título de seus discos e nome de faixas; e essa transição para a guitarra elétrica marca também uma mudança em suas composições, quando  Dylan deixa mais de lado os protestos e mergulha de vez na cultura beatnik. A partir de então a tônica de suas canções passa a ser os interiores, a liberdade, os trilhos, os bares, a vida vagabunda, as pessoas que conheceu e alguns amores deixados, com saudade, pelo caminho. 

“A felicidade não está na estrada que leva a algum lugar.
A felicidade é a própria estrada.”
Bob Dylan

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Jim Morrison

Três anos antes do lançamento do livro-alavanca  de Jack Kerouac – o best-seller “On The Road”, Aldous Huxley publica seu livro “As Portas da Percepção”, onde utiliza-se de uma citação de William Blake que acabou por batizar a banda liderada por Jim Morrison – The Doors. Jim era filho de marinheiros americanos e, por conta disso, passou boa parte de sua infância e adolescência morando em diversas cidades como Alexandria, Washington, Los Angeles e Novo México. Frequentou diversos cursos de artes, cinema e teatro; mas, a que mais o influenciou foi a literatura. O jovem Morrison era fã de Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire, Franz Kafka, além dos já citados Kerouac e Ginsberg; e ainda em sua adolescência passou a escrever diversos poemas, tendo publicado à época dois livros seus de forma independente – The Lords / Notes on Vision e The New Creatures.

Mostrando alguns de seus poemas, como “Moonlight Drive”, à seu amigo da escola de cinema Ray Manzarek (“tecladista-baixista”), ambos resolvem que é o momento de formar uma banda de rock e musicar os poemas de Jim. Ray convoca então seus amigos de yoga, Robby Krieger (guitarrista) e John Densmore (baterista) e então surge o The Doors.

Pouco mais de um anos após a fundação, o grupo assina com a gravadora Elektra, e do lançamento do primeiro álbum (The Doors, 1967) ao estrelato foi questão de alguns poucos de meses. Jim Morrison é até hoje apontado como um dos maiores vocalistas do rock e os The Doors continuam sendo total sucesso de vendas ainda hoje, 42 anos após a morte de seu líder, o que acabou culminando com uma derrocada e, finalmente, término da banda.
“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito”
William Blake
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Em 2007 é lançado o filme Na Natureza Selvagem (título original: Into The Wild), dirigido por Sean Penn em roteiro adaptado do livro  homônimo escrito por Jon Krakauer em 1996, que relata a história real e impressionante de Christopher McCandless (ou Alexander Supertramp), que aos 22 anos após terminar seu curso na Universidade, doa suas economias no valor de 24 mil dólares, abandona seu carro, rasga seus documentos e queima seus últimos trocados; tudo para desapegar-se totalmente da vida, um tanto comum, que levava. Chris viaja pelos interiores dos Estados Unidos rumo ao Alasca e no meio do caminho conhece lugares maravilhosos e pessoas interessantíssimas. O filme foi bastante premiado, assim como a sua trilha sonora, reconhecida com prêmios Grammy e Globo de Ouro, foi composta inteiramente por Eddie Vedder e combina perfeitamente com as viagens realizadas pelo protagonista. Vedder assistiu ao filme e em apenas três dias, cheio de inspiração, entregou seu primeiro material à Sean Penn. Escutar o álbum, que é a trilha sonora de Into the Wild, sempre traz lembranças de viagens e, principalmente, da estrada. Neste caso, a trilha sonora e o filme são ambos emocionantes e imprescindíveis.

Do lado brasileiro, podemos indicar Milton Nascimento, grande poeta e compositor, detentor de memorável vida e obra. Ainda muito pequeno, com poucos meses de vida, Milton foi adotado por uma família que tinha uma mãe musicista, que dava aulas de piano, e, devido a este fato, desde pequeno teve contato com a música. Aos 13 anos já viajava com o pianista Wagner Tiso pelo interior de Minas Gerais fazendo apresentações como crooner, em uma kombi velha, conforme contam.

Em 1963, muda-se em definitivo para Belo Horizonte, onde conhece os irmãos Márcio e Lô Borges na pensão onde moravam, o Edifício Levy, um fato marcante na vida destes amigos que deram origem, alguns anos depois, a um movimento músico-cultural único no país, chamado de Clube a Esquina, juntamente com outros famosos músicos mineiros – e não menos amigos – como Beto Guedes, Toninho Horta e Fernando Brant.

Logo no começo de sua carreira como músico profissional, sua canção “Travessia” (de 1967) fez um grande sucesso e é tida ainda hoje como uma das mais belas canções da música brasileira. Sua voz marcante fez com que o cantor dividisse palcos e estúdios com grandes músicos de renome internacional como Herbie Hancock, Mercedes Sosa, Jon Anderson e Wayne Shorter.

Mas é preciso ter manha,
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida…
“Maria, Maria”, Milton Nascimento

Ele rodou o mundo – Amércia Latina, Amazônia, México, Espanha, África, Suíça… e suas canções, sempre cheias de emoção, contam algumas de suas histórias de vida, sua crença, seus amigos, sua infância humilde, seus familiares, seus dramas, sua fé e de estar com o pé na estrada. Inclusive, talvez fosse mais interessante postar um vídeo de uma entrevista de Milton em vez de uma música, mas deixaremos a cargo do leitor, caso tenha interesse, fazer uma pesquisa na internet. Há uma participação do músico no Altas Horas, onde o apresentador do programa, comentando sobre seu marcante timbre de voz, pergunta-o sobre o que é cantar para ele, que responde: “Quando canto, penso em meus pais.”

“Quando comecei a compor, falei para mim mesmo e para meus parceiros que, se não cantasse a verdade, a minha verdade, eu não cantaria. E isso me deu um crédito enorme. As pessoas que ouvem as minhas músicas sabem que estou falando o que sinto”
Milton Nascimento

Em 1972 Caetano Veloso, exilado em Londres, lança o álbum “Transa” (Polygram), com gravações que destoam um tanto dos demais álbuns de sua carreira. O disco é repleto de experimentalismo, batuque e muito groove, em músicas cantadas em português e inglês, em meio ao regime ditatorial que atravancava a criatividade artística no Brasil.

O disco figura entre os melhores discos brasileiros em listas da Rolling Stone e é também tido como  o melhor trabalho de Caetano que contou com os arranjos de Jards Macalé, Tutti Moreno, Moacyr Albuquerque e Áureo de Sousa. Em uma entrevista de celebração dos 40 anos do disco, Macalé relata que as composições foram realizadas em ensaios em um piquenique, em um parque de Londres, durante a primavera. Ao longo do tempo, ele e Caetano acabaram tendo diversas discussões públicas devido os créditos dos arranjos não serem publicados no disco.

Além do já citado Na Natureza Selvagem, podemos também indicar alguns filmes para servirem de inspiração aos viajantes: Diários de Motocicleta (2004), Na Estrada (2012), O Planeta Solitário (2011), Uivo (2010), Easy Rider – Sem Destino (1969), The Way / O Caminho de Santiago (2010), Sete Anos no Tibet (1997).

Este post é em homenagem a todo aquele amante de música, que nela se aprofunda ao escutar e quer ir além do que se ouve, quer viver a vida relatada em cantos e conhecer na pele as canções que tanto nos emocionam. Como mochileiro ou como turista, não importa, o que vale é aproveitar a sensação de liberdade que a estrada nos traz, a sensação de estar em um lugar e sentir-se ao mesmo tempo em todo lugar, fazendo parte do mundo e sendo parte dele; é tentar se comunicar em outra língua sem saber se vai conseguir, mas tentar de qualquer forma; é olhar pessoas tão diferentes mas ao mesmo tempo tão semelhantes à nós mesmos; é enfrentar o pó, enfrentar poeira; e, também, é sentir saudade – porque ela também faz parte da viagem, mesmo que a gente não queira, ela vai junto na mochila. E apesar disso, sempre vale à pena pôr o pé na estrada, pois viajar é a única coisa com o que gastamos dinheiro e nos deixa mais rico.

“A pulsação do mundo é o coração da gente”
Milton Nascimento

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