Com novo single nas mãos, Jayme Katarro dos Delinquentes concede entrevista

Não se pode negar: Os Delinquentes são a maior banda paraense ativa e não-ativa. Pronto!
Com essa frase, fica fácil apresentar um ícone que, dentre tanta experiência, ainda tem tempo pra gravar material novo (pra baixar basta clicar aqui) e conceder entrevista exclusiva.
Com vocês… Jayme Katarro no site Durango95′.
Durango95′: Muitas vezes chamada de veterana, a banda Delinquentes já passou por diversas gerações do rock paraense. Qual o segredo pra continuar tendo gás até hoje?
Jayme Katarro: Acho que a perseverança vem como uma consequência da resposta do público e da galera. Se a moçada não curtisse mais, não valeria mais a pena continuar. Fora isso, tem a questão do tesão, do gosto por subir no palco, gravar, vivenciar cada detalhe que faz parte de uma banda. Até mesmo nos bastidores, que é correr atrás de shows, divulgar intensamente pela internet, as vezes produzir os próprios shows. Falando por minha própria pessoa, nunca me dei bem em esportes, nem nada. Na verdade nunca curti. Tirando o cinema, que gosto muito, a música é minha maior paixão.
Durango95‘: A impressão que se tem é que o rock paraense está novamente ocupando o lugar que merece. Na sua opinião, isso realmente está acontecendo? Se sim, qual o motivo?
Jayme Katarro: Isso é complicado de dizer. Sempre costumo falar que as cenas em geral são como uma montanha russa, e principalmente aqui, numa cidade tão afastada dos principais eixos. Elas tem os seus períodos baixos, depois sobem de novo. Há um tempinho atrás era outra galera. Outras pessoas. Há cerca de 10 anos atrás, um show levava bem mais gente do que hoje. Chegávamos a pôr mil pessoas num altino pimenta. Isso hoje é quase impossível. Mas posso dizer que o nível das bandas melhoraram bastante. Muitas já tem visualizado o que querem, estão mais profissionais, apesar de existirem ainda muitas bandas perdidas quanto à isso. mas é normal. Sempre haverá isso. Uma coisa só que posso dizer é que o som pesado está mais respeitado hoje do que antes, e mais variado também. Um som pesadão hoje não se resume apenas à hardcore ou thrash metal. há várias vertentes mostrando a cara.
Durango95′Qual a sensação de gravar material novo depois dos tão elogiados Pequenos Delitos (2000) Indiocídio (2009)?
Jayme Katarro: Fazia tempo que não gravávamos. Foi a 1ª vez com essa formação, com o atual baixista. apesar de que o último trabalho (Indiocídio) foi gravado com 3 da atual formação. Precisávamos registrar esse momento, e foi legal porque são músicas bem a cara da banda, porque foram criados com a participação ativa dos 4 integrantes. Apesar do material antigo ser muito procurado (principalmente o Pequenos Delitos, que já se encontra esgotado inclusive), a aceitação tem sido boa.
Durango95′: Como foi gravar com Mauro Seabra, companheiro da banda desde os anos 1980? O que ele e o Kléber Chaar trouxeram para o som da banda?
Jayme Katarro: O Mauro é parceirão. O 1º show grande nosso, foi ele que nos chamou, que foi pra fazer a abertura da 1ª vez que o R.D.P. veio à belém, no teatro são Cristóvão. Isso em 1989 ou 1990. Já havíamos gravado uma demo com ele. Como ele já trabalhou várias vezes com o Kléber (dp estúdio Chaar), foi um nome inevitável. ele conhece nosso som. É fã. E curte muitas coisas que curtimos. Desde o thrash de Anthrax que influencia diretamente o Pedrinho, até bandas de hardcore e crossover como o Exploited e S.O.D.
Durango95′: O DVD dos DelinquentesPlaneta dos Macacos, já tem data e lugar pra ser gravado. Como você se sente tocando e gravando na Praça da República, palco de tantos momentos importantes pro rock paraense?
Jayme Katarro: A idéia da praça da república já era um velho sonho. Na verdade, muitas bandas pensam em gravar ali, principalmente as antigas da cidade. Porque já é um símbolo, uma referência do rock local. Nos anos 1980 e 1990 aquilo ali era o epicentro do rock local.
Durango95′: Os Delinquentes começaram como punk/hardcore, mas incluiram, com o passar dos anos outros elementos do chamado rock pesado, tais como o industrial e o trash. Sendo assim, qual estilo vai se sobressair nesse novo material?
Jayme Katarro: Desde o Indiocídio que já fazíamos esse crossover. na verdade, mesmo no Pequenos Delitos, tem muitos toques lá, tanto de metal, como de outros estilos, até mesmo como o funk, aquela coisa meio funkeada e com groovie. Só que atualmente as influências de metal estão mais na cara. É normal. Não podemos ficar fazendo o mesmo som que fazíamos há 20 ou 26 anos atrás. Quer dizer, até poderíamos, mas optamos por não parar no tempo.
Durango95′: Como sempre, é um prazer, como fã, abrir o espaço no site pros Delinquentes, especialmente pro digníssimo Jayme Katarro. Sinta-se livre pra deixar quaisquer recados para os seus ansiosos fãs.
Jayme Katarro: Em primeiro lugar, obrigado pelo convite Filipe. Para nós é uma honra. Para a galera em geral: Ouçam o single, opinem, apareçam no Pitiú Festival neste domingo (onde será o nosso lançamento oficial do single) e se guardem pro DVD, na Praça da República dia 20 de maio (risos).

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Comments

  1. Muito bom

  2. Anônimo says:

    Muito massa a entrevista parabéns ao delinquentes!

  3. Cibele says:

    Jaime katarro?? De onde vem o ”Katarro?”

  4. Katarro says:

    Sei lá.

  5. 20 de maio será mais uma data que vai marcar!!!!

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