Vai um Molho Negro aí?

Apresentando o primeiro EP e prestes a “estrear” pela segunda vez, João Lemos, da banda Molho Negro concedeu uma entrevista ao site Durango95’ e comentou, faixa a faixa, o já tão comentado trabalho da banda.

Se o mundo for mesmo acabar em 2012, não espere para morrer de tédio. A Amazônia musical ferve e apresenta cada vez mais pratos suculentos para seus apreciadores.

O cardápio é vasto e apresenta desde lançamentos bem temperados como os discos de Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro, até iniciativas desbravadoras como o “descobrimento” da Suécia pela banda Turbo, além do já servido Peixe Homem (que está disponível para download nesse link), do Madame Saatan, que conquista fãs por todos o país com a irreverência de sua culinária e com a cautela no preparo de cada riff de guitarra. E não fica só por aí, a cidade fervilha opções para não deixar ninguém com fome.

Tá achando insosso? Então pede um Molho Negro aí, vai..

A banda, que começou a ser pensada em primórdios não tão distantes de 2011, traz muito saudosismo e sujeira típica de garagem, fazendo jus ao significado do nome que jura intensificar sabores.

Para João Lemos, vocalista e guitarrista, além de idealizador do projeto, a banda reflete, sem medo algum, toda a bagagem que o músico traz desde os tempos de Sincera, com influências que passam por Danko Jones e MC5, até os tempos de The VinesBlack Keys e blá,blá,blá, como o próprio diz, com bastante humor.

O primeiro contato que o público teve com o trabalho da banda, foi o lançamento do single Fliperama Superstar, que já assustou logo de início com o peso e dinamismo da faixa, além da qualidade e cautela de mais um trabalho produzido por Gustavo Vasquez e Luis Maldonalle, do estúdio Rocklab, de Goiânia. Aliás, o nome de Gustavo e toda a saga vivida pela banda nos desertos áridos do centro-oeste geraram, de antemão, um suspense especial em quem consome música na capital paraense.

Em entrevista para o Durango95′, o vocalista conta como foi a experiência de gravar fora do estado, o início de um novo projeto, as próximas tacadas da banda e ainda comenta, faixa a faixa, o EP que foi disponibilizado para download gratuito, no site oficial da banda:

 

Durango95′ – Quais foram os motivos pra sair do estado pra gravar o EP? Como tu descreves essa experiência?

João: Bem, sempre admirei o trabalho do Gustavo Vasquez. O conheci em 2007 no festival Se Rasgum, onde ele tocou com o MQN, e finalmente  conseguimos concretizar a missão de gravar algo juntos. Acho que o mais importante de se deslocar de sua cidade pra realizar um trabalho desses é a concentração, é sair do cotidiano e pensar somente nas músicas e em como esse material merece ficar. Esse com certeza foi, de longe, o maior aprendizado, sem contar que você acaba saindo do Rocklab (GO) um músico melhor do que entrou, pois o trabalho é serio e bem puxado.

Durango95′ – A maioria das pessoas que te conhecem no meio musical alternativo da cidade, te conhecem pelos trabalhos juntos à Sincera. Quais são os desafios de começar um projeto novo?

João: Bem, tentar se desprender dos mesmos vícios. Talvez algo assim, mas confesso que pra mim foi bem simples, a coisa foi tomando um curso bem natural, só precisava agora de um nome, quando o Eric Alvarenga do Aeroplano me sugeriu Molho Negro, parecia que a banda tava lá, me esperando já (risos).

Durango95′ – Muitas pessoas exclamam ver uma efervescência cultural no Estado, especialmente na capital, e a música produzida aqui vem sendo aclamada por críticos do país inteiro. Embora o país reverencie as produções locais, ainda é difícil viver de música na região, principalmente de rock. Tu enxergas alguma solução, talvez junto à iniciativa privada, pra que o público sinta necessidade de consumir esse tipo de música e seus respectivos produtos?

João: O nosso tecnobrega dá “um tapa” muito do seu bem dado quando o assunto é renovação dos hábitos de consumo, e da estética também, e acho que todo mundo que faz música hoje pode aprender um pouco com isso. Se você toca numa banda de rock, bem, você tem que trabalhar duro, tentar ganhar seu público dia após dia, porque o seu público, se for cativado, sempre vai lhe apoiar. É melhor que lei de incentivo! (risos) E principalmente, parar de reclamar e atrapalhar a vida dos outros na internet e começar a fazer mais na vida real, dá bastante resultado.

Durango95′-  É incrível como ainda hoje em dia algumas pessoas se assustam com a palavra “pop”, como se música fosse feita para turminha e não para todo o povo. Como tu esperas que o público receba esse novo trabalho?

João: Espero que de braços abertos, né? Eu acho que o pessoal confunde música pop com música chata, mas o mesmo cara que pensa isso chorou quando o Michael Jackson morreu, e os primeiros lp’s que ouvi quando criança foram o BAD, o Cabeça Dinossauro, e o The Number of the Beast. Sei lá, o pop pra mim era tudo isso junto, é um refrão com palavrão que seja irresistível de cantar, é uma musica que dá pra fazer uma dança enjoada, é um coro de vários headbanguers juntos. Tudo isso pra mim é pop também.

Durango95′ – E pra finalizar da forma mais clichê possível: Quais são os próximos passos do molho negro?

João: Quem quiser pode acessar o molhonegro.com e baixar o Ep, feito com Gustavo Vazquez e Luis Maldonalle no Rocklab. Dia 21 nos lançaremos no Fuxico, já gravando o primeiro clipe também (Compareça! E apareça bêbado no youtube), e, a partir de março e abril, já iniciaremos algumas mini-tours de divulgação do EP, com bandas parceiras do resto do Brasil e também do estado.

Como prometido, João Lemos segue comentando, faixa a faixa, o Ep:

“Mania de Perseguição”

João: Riff Nirvanesco usando um amplificador de brinquedo. O título da música explica o conteúdo da letra, afinal, quem nunca se sentiu perseguido?

“Fliperama Superstar”

João: Se você está beirando os 40, mas ainda acha a “feira de animes” o evento do ano, recomendo essa canção pra você, com carinho, é claro.

“Onde Está meu Mojo?”

João: Cowbells, ABBA no refrão, e um gordinho que queria ser que nem o Josh Homme… Mas não rolou.

“Ela prefere o DJ”

João: Se você tem uma banda, você já passou por isso, simples assim, mas deixo bem claro que quem quiser fazer um remix é só me pedir as tracks!

Molho Negro é:

– João Lemos – Guitarra e voz

– Raony Pinheiro – Baixo e voz

– Augusto Oliveira – Bateria e voz

Serviço:

Ela Prefere o DJ: Lançamento do Ep do Molho Negro

Atrações:
Molho Negro
DJS – Medici, Mandsy, Gestorx, Monique Malcher, Junior (Dance likehell)

Local: Espaço cultural Fuxico (Rui barbosa, 1861)

Valores:

R$ 10,00 – até as 23:00h
R$ 15,00 – após esse horário

Contato:

Site |Facebook || Twitter|

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Comments

  1. muito bom o som

  2. Suzana says:

    Fliperama Superstar é um nome bad ass pra uma música (:
    O texto ta uma porcaria.

  3. Roberto Queiroga says:

    Sou de Salvador e li sobre a banda no movethatjukebox, site que acompanho, mas a matéria deles sobre a banda tava bem morna.. Não sou grande conhecedor da música local, mas fiquei muito interessado em conhecer todos os nomes aqui listados, menos o madame saatan que já pude ver ao vivo.. E o som dos caras é foda! Espero que eles venham logo por aqui, onde também tem muito “nome bad ass” em música de axé, hahahaha.. Parabéns pela entrevista!

    • Marcelo Lopes says:

      Opa! Acompanha o site, vamos escrever mais sobre bandas paraense. Grande abraço.

    • Fico feliz pelo elogio e por ter gostado do som da banda, que dispensa comentários, ahaha! Continue acompanhando o site, que continuaremos falando de bandas interessantes de todos os lugares!

  4. Ao contrário da Suzana, eu gostei do texto e gostei tb da entrevista. Sem falar no som da banda: muito bom.

  5. Lee Ribeiro says:

    Fodástico!!! A banda é muito boa e tem músicos taletosos!! Aew galera Durango o site tá show.

    • Marcelo Lopes says:

      Pow! Obrigado, foi uma batalha e estamos crescendo. Valeu! Por comentar e sempre passar por aqui.

  6. Filipe Larêdo says:

    Melhor que esse texto só o a banda mesmo. hehehehehehehehe O som do Molho Negro é muito bom, galera!!!

  7. vcs deveriam chamar a menina que fez esse texto aqui (http://moniquemalcher.blogspot.com/2012/01/muito-molho-por-favor.html) pra escrever o texto chamada e o raphael pra entrevista.

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