Durango95′ convida para a festa: “Eu mandei o Turbo pra Suécia!”

A união faz a força, é um ditado velho, mas cai bem quando se trata da parceria da banda Turbo e da produtora Durango95′. No dia 6 de janeiro, às 22h, no Espaço Cultural Fuxico, acontecerá a festa “Eu mandei o Turbo pra Suécia”, com ingressos a 10 reais. A festa é mais uma ação, além do sistema de “crowdfunding”, para financiar a sonhada viagem da banda rumo a Suécia.

Durango95' “Eu mandei o Turbo pra Suécia”

Durango95' “Eu mandei o Turbo pra Suécia”

O “crowdfunding” funciona como um co-financiamento, no qual as pessoas contribuem para tornar um projeto realidade e em troca recebem prêmios exclusivos. Diversos artistas brasileiros já utilizam este método, entre eles Autoramas, Mombojó, A Banda Mais Bonita da Cidade, e Ludov.

Foto Camilly Almeida

Foto Camilly Almeida

Turbo decidiu inovar e pela primeira vez um grupo musical do Pará aposta nessa prática que gera ótimos resultados para quem tem grandes sonhos, muitos amigos, bons fãs, mas pouco dinheiro. A banda existe desde 2005 e tem no currículo alguns videoclipes, o disco “Turbo”, o single virtual “Doutrina Mamute” e um k7 intitulado “Rajada on The Tape”, lançado esse ano. É formada por Camillo Royalle (vocal e guitarra), Wilson Fujiyoshi (baixo) e Netto B, (bateria), com influências musicais de Hellacopters e Weezer.

A Durango95′ é um coletivo que produz festas e tem um site que fala sobre rock nas suas diversas vertentes. Os textos do site são noticias, experiências, relatos e divulgações dos fundadores do coletivo e de colaboradores não só de Belém, mas de outras cidades do Brasil.

A festa que quer colaborar com a viagem da Turbo terá, além da banda, três djs com a proposta de contar em forma de música a história do rock e como ele consegue ser um estilo tão ramificado. Daniel Leite tocará músicas de heavy n’ rock, Filipe Larêdo apostará no punk e no pós punk e Marcelo Papel no rock indie e alternativo.

O motivo que nos fez retornar a fazer festa além do nosso trabalho com o site é ver no Turbo uma iniciativa de fazer rock autoral acreditando que as coisas podem se tornar reais.” diz o dj Marcelo Papel que acredita que outro diferencial da festa será a boa música com preço justo.

Durante a festa as pessoas poderão colaborar com o projeto da banda assim como o cantor Elder Effe, que já está esperando as recompensas do sistema de co-financiamento. “Sou muito fã da Turbo, acho que o Camillo é um dos caras que mais produzem em Belém e isso tem que ser reconhecido, seria um barato ver eles realizando esse sonho de gravar nos mesmos estúdios que nossos heróis gravaram, não tem como eu não participar disso”, diz o artista.

Já a fã Luciana Monteiro acredita que a atitude da banda espelha a proatividade que o meio artistico deve ter para alcançar bons resultados. “Contribuí porque acho válido, todo mundo vive reclamando que não tem verba para a cultura e eles acharam um jeito de conseguir juntar a grana de uma forma justa e prática”.

Faça você mesmo

Para o videomaker Shiozaki Shinji, responsável pela direção de clipes do Turbo como “Garoto 90” e “Porcelana”, trabalhar com a banda sempre foi um grande prazer, pois com um som direto e sem frescura eles fazem rock sem tentar vender a música de qualquer maneira e a qualquer custo.

“O mercado da música no Brasil é muito ingrato. Não é justo que apenas uma parcela de artistas, que são financiados por grandes empresas e grandes mídias, tenham o direito de publicar seu material. O grande público cospe ao mesmo tempo que mastiga a música. As pessoas tem que entender a importância do registro e de projetos musicais como esse, que ficam para história”, afirma Shiozaki.

Já o baixista da banda A Red Nightmare Denys Ferreira, acredita que o sucesso de uma banda depende, também, do público e o financiamento colaborativo cria um laço mais forte entre artista e fã.

É uma via de mão dupla, na qual o público apoia os projetos porque quer ver a banda preferida tendo êxito e a banda ganha maior tempo de vida e pode assim oferecer ao público bons shows. No underground tudo é válido. É o velho ditado do faça você mesmo”, explica o baixista.

Como colaborar

Gravação, mixagem, masterização, prensagem e confecção do material gráfico. Além das passagens e mais alguns trocados para sobreviverem por quinze dias no país europeu. É tudo que a Turbo precisa para realizar o sonho de ir para a Suécia e contar com a produção musical de Chips Kiesbye, produtor do famoso álbum “By The Grace Of God” da banda sueca Hellacopters.

As recompensas que o Turbo oferece vão desde cds, k7s, agradecimentos no disco até um lual exclusivo na casa do fã. Além disso quem contribuir com uma quantia elevada pode virar patrocinador do projeto e ter a marca divulgada no cd e nos shows.

Com o financiamento colaborativo o artista realiza projetos através da contribuição direta do público, que tem a chance de participar ativamente decidindo quais ideias terão sucesso e caso o projeto não alcance a meta até a data prevista ninguém precisa pagar nada, já que a colaboração pelo site “Embolacha” (http://www.embolacha.com.br/projeto/133) é feita com cartão de crédito.

As pessoas que quiserem cooperar e não tiverem cartão podem procurar a banda pelos telefones: (91) 8826-8811/ 8848-8317 ou pelo e-mail: contatoturborock@gmail.com.

Serviço: “Eu mandei o Turbo pra Suécia”, dia 6 de janeiro, 22h, no Espaço Cultural Fuxico (TV. Rui Barbosa, 1861, entre Conselheiro Furtado e Mundurucus). Ingressos a 10 reais.

Participe do evento no facebook com um click [aqui]

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Comments

  1. Fudêncio says:

    Vão trabalhar seus vagabundos!! Bandinha que não tem competencia pra achar uma gravadora! Assim é facil, viajar as custas dos babacas que dão dinheiro pra rockeiro maconheiro vagabundo!! Vão cheirar cola seus merdas! Vão suar a camisa!

  2. Monique Malcher says:

    Esse é o grande problema, as pessoas pensarem que os artistas devem estar sempre atrelados a uma gravadora, assim como qualquer profissional a uma empresa, esse pensamento é ultrapassado e preconceituoso até. Eles não são vagabundos meu querido, não fale do que você não conhece. São músicos esforçados que fazem arte que muita gente consome e gosta. Eles não estão pedindo esmola, Estão encontrando uma forma independente de serem melhores para os fãs e para construir uma história musical real e forte. Antes de agredir os outros aflore sua sensibilidade para perceber o mundo, porque ele é bem mais que seu quintal.

  3. Lee Ribeiro says:

    Rsrs Engraçado que ainda tem “Seres” com essa mentalidade mesazoica anos 80. Onde Roqueiro era tachado como Bandido!! Ainda existe gravadora nn Brasil?? Rsrs Vagabundo é uma palavra tão chula quanto você, que não tem oque fazer e resolver falar oque não sabe! Conheço o Camillo desde quando o cabelo dele era liso, ou seja, faz muito tempo rsrs uma pessoa extraordinária! Um cara simples, amigo que ama oque faz e o faz com muito prazer e verdade!

  4. Sensacional a iniciativa. Se o Turbo conseguir, vão abrir portas para uma prática mais direta de relação público/artista aqui no Pará.

    Acho isso bem mais válido. Colocar uma gravadora nesse intermédio me lembra os tempos em que era preciso uma igreja para ter acesso a Deus, por exemplo.

    Desejo sucesso a vocês. Provavelmente apareço por lá.

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