Aventuras no Se Rasgum

Pensei se ia escrever sobre as bandas que vi no Festival Se Rasgum, mas cheguei a conclusão que não me senti empolgada o suficiente para escrever sobre cada uma delas. Não porque não foram boas, mas é porque acho resenhas sobre festivais um pouco chatas, e o blog não tem essa proposta sempre. Nesse festival me concentrei em outras coisas.

Ficava minutos e minutos perdida observando as pessoas, como se comportavam, de que forma bebiam, como riam e dançavam. Tinha esquecido o quanto é bom sair de casa para ouvir música, encontrar velhos amigos e observar a viagem que as pessoas fazem diante de uma banda ou de um artista.
Esse ano vi gente diferente circulando pelo Hangar, com roupas modernas, futuristas, esportistas, sensuais, comuns. Só faltou ver gente pelada, mas nada é tão perfeito. Além das que foram lá por curiosidade e gostaram da mistura que o festival propôs nessa edição.
Festival Se Rasgum - Foto Thiago Araujo.

Gang do Eletro

Festival Se Rasgum

Banda de metal Anticorpus

Encontrei uma amiga no sábado que ainda não tinha ido ao Se Rasgum, em nenhuma das edições, e gostou bastante. Também encontrei amigos que sentiram falta de uma noite mais roquenrol para apimentar a mistura.
Festival Se Rasgum 6 edição - A música independente em diversos estilos.

Dj e produtor Jaloo

Esbarrei com alguns professores, colegas de trabalho, figuras famosas do twitter e conheci algumas pessoas com quem pretendo manter contato. Ganhei cds, me pagaram crepes, comi tapioquinhas e dancei como se fosse a primeira vez. Lembrei de tanta coisa boa e percebi que já não sou tão nova assim para enfrentar uma maratona de shows e nem tão velha para ficar em casa.
6º edição do festival Se Rasgum.

6ª edição do Festival Se Rasgum

Belém precisa de mais festivais, sei que tem muita gente talentosa e com vontade de fazer, mas não faz. Percebi, antes mesmo de começar os 3 dias de Se Rasgum, que os comentários de quem reclama de tudo continuam ano após ano. Passam a vida nessa lamúria, ninguém monta um projeto que realmente dialogue com diversos estilos (sei que não são todos) como o Se Rasgum ainda consegue fazer.
Mestre Laurentino e Jam session com produtores/ músicos paraenses.
Claro, que toda produção cultural tem suas falhas, sabemos que o festival é um negócio, mas a experiência que esse “negócio” proporciona serve como reflexão.
Andando pelo Hangar e vendo o que foi montado, as poltronas recicláveis, a limpeza, o aconchego de ver um bom show sem me desidratar num calor infernal, ouvir o vocal das bandas claramente, não me arrependi de ter ido.
Essa é uma das coisas que mais gostei, poder entender as letras e ouvir cada instrumento sem chiados ou interferências maiores (volto a dizer que não existe nada perfeito).
Video do show da banda gaúcha Bidê ou Balde
Não é fácil conviver com as mudanças, que sempre nos causam um certo medo, mas no final das contas esses dois dias que fui valeram de verdade. Seria injusto falar quais bandas gostei mais, porque essa não era minha vontade quando pensei nesse relato. Não queria fazer julgamentos, nem tenho vivência o suficiente para isso.
O mais importante é se dar a chance de ver pessoas, de perceber que existe mais do que você e seu computador no mundo. Que existem bons artistas falando sobre o mundo deles e o seu, e que ver isso ao vivo sempre é bem melhor.
6 Edição do festival Se Rasgum - El Cuarteto de Nos (URU)

"El Cuarteto de Nos" (URU)

Não consigo imaginar uma vida sem música ou sem festivais, que às vezes se assemelham a cultos, para celebrar uma arte que impulsiona todos os dias grande parte dos indivíduos a abrir os olhos e continuar.
Das coisas que não entendo está e sempre estará uma frase que uma vez ouvi de uma menina numa mesa de bar, mais ou menos assim: “Eu não gosto de música, de nenhuma mesmo, é uma atitude moderna e sou feliz assim”.
Não sei se meu conceito de felicidade é ultrapassado, mas se ouvir música for coisa de gente ultrapassada, tudo bem, não tenho vontade alguma de ser moderna.
Festival Se Rasgum - 3 dias de diversidade, música e cultura.
Texto publicado no blog: http://moniquemalcher.blogspot.com

Videos: http://www.facebook.com/chrisvieiral

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Comments

  1. Douglas says:

    Não foi nenhum pouco imparcial no seu argumento sobre o Festival! Quem vai ao Se Rasgum desde seu início viu a merda que foi este último no Hangar, melhor dizendo, aquilo não foi Se Rasgum!

  2. Pedro says:

    Concordo! Esse ano foi a pior edição disparada: Lugar, preço, quantidade e qualidade de bandas.

    Não precisa melhorar nada, só queria que voltasse à ser o que era!

  3. Suzana Gadelha says:

    Foi ruim mesmo, fora os problemas técnicos que houve principalmente no último dia. Programação fraca demais e o público ficou bem diferente, menos fervoroso. O lugar também não contribuiu…

  4. Lee ribeiro says:

    Concordo! Essa história de globalizar os festivais acaba promovendo uma grande salada de frutas musicais em eventos como esse!! Esqueceram o ROCK esse ano! Infelismente!!! Me pareceu um festival de cultura popular regional! O Quebramar esta muito a frente do Se Rasgum como um festival de Rock!!

  5. Lee ribeiro says:

    As únicas coisas boas foram a tapioquinha e o crepe que você comeu!! Ano que vem que seja melhor!! Sei que existe uma grande diversidade músical no Pará e no Brasil mas Rock é Rock! É uma gafe esquece-lo!! Aff

  6. Nicolas Bentes says:

    Essa galera que vai nos festivas e fica reclamando são um bando de gala seca porra vão se fuder vcs babacas que só sabem reclamar em vez de curte.

  7. Essa 6° edição do Se Rasgum pode ter tido poucas bandas mais pra quem gosta mesmo de musica vai lá para agitar não importa a hora desde que tenha música cerveja e mulher ou homem mais é melhor mulher.

  8. Pedro segtowish says:

    São dois extremos meu amigo!! Hoje em dia os produtores de festivais vivem com a duvida de agradar público e critica. E acabam se perdendo. Acho que o se rasgum tá buscando seu caminho!! A primeira edição em 2006 foi Rock n roll total! E grande maioria das atrações eram locais. Já era esperado esse choque no publico e se você consome qualquer coisa, você tem o DIREITO de reclamar se não gostar!! O publico pagou pra curtir o festival e são criticas construtivas porque ficou um ponto de ?? Enterrogação sobre o próximo em 2012!! Se você não está pronto pra trabalhar com música é melhor nem começar. Criticas e elogios vão sempre existir!!

  9. Camila salgado says:

    Belas palavras pedro!!! É isso mesmo. Acho que temos que respeitar as opiniões de cada um sem baixaria e palavras de baixo calão… Credo!!! Quem faz os festivais é o publico que consome a música! Que paga pra ver seu artista. Você começa uma coisa de um jeito e vai mudando ano a ano acaba virando uma guerra de marketing! Ano que vem espero que seja SE RASGUM NO ROCK!! Bjs

  10. Bruno says:

    Foi ótimo.

  11. Anônimo says:

    esse ano foi ruim, faltou rock!

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