Entrevista com o oneman band Chuck Violence

Dia 2 de setembro a Dance Like Hell trará a Belém para a sua segunda edição, o oneman band catarinense Chuck Violence. Figura muito importante entre as monobandas nacionais, já tocou em vários festivais na América do Sul e na Europa. Será a segunda vez que uma oneman band pisará em solo paraense, a primeira foi o Lendario Chucrobillyman que, junto com o Chuck e mais outras monobandas, compõem a AMB (Associação Brasileira de Monobandas), uma associação responsável por eventos e disseminação dessa invasão de bandas de um homem só.

O Chuck falou um pouco sobre a sua musica primitiva, influências, experiências com outras bandas e “causos” de turnês

Durango95′ – Chuck, Belém ainda não tá muito familiarizada com as monobandas, explica aí para o pessoal do que se trata.

Chuck Violence – O termo monobanda trata-se de um neologismo, do inglês oneman band, ou seja, homem-banda. Isso nada mais é do que uma pessoa tocando vários instrumentos ao mesmo tempo e criando uma sonoridade próxima ou semelhante a uma banda completa com vários integrantes. Há diferentes oneman bands, onegirl bands ou monobandas espalhados pelo mundo inteiro que utilizam diferentes sets de instrumentos, percussão, estilos, ritmos.

Durango95′ – Quais são as tuas principais influências e o que tu tens escutado ultimamente?

Chuck Violence – O que mais me impulsiona é o delta blues, passando pelo R&B, garage rock, punk e chegando até o groove do funk e soul, sem dúvida isso é algo que sempre esteve presente como influência. Além das worksongs, spirituals e afro beat, algo que considero incrível e admiro muito. O que nunca deixou de tocar aqui em casa são coisas como R.L. Burnside, Andre Williams, Rufus Thomas, The Mighty Hannibal, Hasil Adkins, Reverend Louis Overstreet, Son House, Bukka White. Além destes também tenho escutado sempre muito Speedball Baby, Gories, Raunch Hands, Chumps, Kid Congo Powers. O que mais tenho curtido de novo é um disco chamado Dynamite Boogie de um trio da Bélgica, com o nome de Experimental Tropic Blues Band. Conheci isso durante minha última tour e gostei bastante do resultado das músicas nesse álbum em particular. E claro, muita coisa de oneman bands!

Chuck Violence - dia 2 de Setembro - Dance Like Hell.

Durango95′ – Você participou das três edições da turnê “Invasion Sudamérica de Monobandas” junto com The Fabulous Go-Go Boy From Alabama, O Lendário Chucrobillyman, Uncle Butcher, The Amazing One Man Band, El Monstro, entre outros. Conte como foi sair em turnê com esse time violento de monobandas.

Chuck Violence – As turnês da ‘Invasión Sudamérica de Monobandas’ aconteceu um pouco depois que organizamos alguns festivais e shows. De repente estávamos cruzando o país com oneman bands da Itália, Argentina, Uruguai, México em diferentes edições e cidades. O surgimento da ABM (Associação Brasileira de Monobandas) é algo que ajudou bastante a fazer estas três edições da Invasión. Por meio dela pudemos fazer o intercâmbio de tours e divulgação de material, discos, projetos. Cada edição teve alguma peculiaridade e histórias para contar. Acredito que a mais insana foi a 2º edição, de quando fomos em uma Toyota Bandeirante que não passava dos 80km/h na ida (às vezes em descidas até chegou a fazer 90km/h) tocando em shows pelo Brasil chegando até o Uruguai e Argentina, e na volta tocando também, mas com detalhe, quebrou o câmbio, só 2 marchas funcionando e não passava de 50km/h, o limpador de pára-brisa foi pro estouro junto e a bateria tava extremamente inchada quase explodindo. Tirando todo absurdo conseguimos ir e voltar em tempo, sem perder nenhum show e chegamos de volta para um festival de oneman bands e último show da tour, no ano novo de 2008 para 2009.

Durango95′ – Já passaste por vários países europeus, conta pra gente como foi a recepção deles.

Chuck Violence

Chuck Violence – As turnês pelo velho continente sempre renderam ótimos shows. Todas noites foram incríveis e a recepção deles é sem palavras. Acredito que pelo fato da cena oneman band daqui pra lá ser algo sério e por lá também terem ótimos monobandas. É claro que o modo como as pessoas se comportam nos shows muda de um país ao outro, então era interessante estar sempre em contato com diferentes públicos, desde pequenos shows, grandes ou em festivais.

Durango95′ – O que tu esperas do show em Belém?

Chuck Violence – Estou bem animado com esse show, por ser em um lugar que nunca toquei e nunca estive antes. Tenho comentado com algumas pessoas que estou apostando ser o show do ano na minha agenda. Estou bastante empolgado, levando vários materiais e preparando algumas supresas para esse show. Espero que o pessoal esteja tão animado quanto eu e pronto para curtir uma boa dose de música primitiva e tosca, sem perder a elegância.

Escute  Chuck Violence:


Chuck Violence é atração  da edição da Dance Like Hell do dia 2 de Setembro:

Por Jeft Diaz

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Trackbacks

  1. […] Com a tour brasileira “Tropical Fever”, o monobanda apresentará um set com músicas novas e o lançamento da compilação “Golden Trouble: The First 5 Years” que conta com músicas dos últimos discos e faixas não lançadas. “Estou bem animado com esse show [em Belém], por ser em um lugar que nunca toquei e nunca estive antes. Tenho comentado com algumas pessoas que estou apostando ser o show do ano na minha agenda. Estou bastante empolgado, levando vários materiais e preparando algumas supresas para esse show. Espero que o pessoal esteja tão animado quanto eu e pronto para curtir uma boa dose de música primitiva e tosca, sem perder a elegância”, disse Chuck em entrevista para o blog da Durango95. […]

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