Entrevista com Vlad do Sick Sick Sinners



Dia 13 de agosto a produtora This is Radio Trash trará a Belém, para comemorar seus 3 anos de existência, a banda curitibana Sick Sick Sinners, expoente do psychobilly nacional. Será a primeira vez que uma banda desse estilo se apresentará na cidade. O psychobilly nasceu da mistura do rockabilly com o punk, adicionado a mais alguns ingredientes, e caracteriza-se pela agressividade musical.

O vocalista Vladimir Urban, figura importante do psychobilly nacional, ex-membro do Catalepticos e fundador do Psycho Carnival, evento mais importante do psychobilly brasileiro, respondeu algumas perguntas para o blog.

Durango95′: Vlad, o Sick Sick Sinners será a primeira banda de psychobilly a se apresentar em Belém. Fale um pouco sobre este estilo para o público paraense.

Vladimir Urban: P…, primeiro ficamos muito felizes de ter essa oportunidade em tocar em Belém. Faz tempo que a gente vem falando sobre isso e justamente aí na comemoração de aniversário da festa rolar essa oportunidade é muito massa! O psychobilly é um estilo que surgiu lá pela década de 1970 como um “estilo” de rock. Acho que muita gente já vinha fazendo isso desde os anos 1950, que é um rockabilly mais cru e mais louco, mas tudo ficou mais claro quando The Meteors e The Cramps apareceram, é como se você pegasse punk rock e rockabilly, colocasse no liquidificador e batesse com um pouco de insanidade, histórias de terror e ficção científica, boa cerveja e servisse num copo de um litro e virasse tudo de uma vez só! Pra mim isso é psychobilly! A nossa banda faz um psychobilly um pouco mais pesado, colocamos influências de hardcore e metal no meio disso tudo.

Durango95′: Voce é participante ativo desta cena desde o início em Curitiba. Que fatores você acha que levaram o psychobilly a se tornar tão forte nesta cidade?

Vladimir Urban: Acho que as pessoas envolvidas desde o início. A cena são as pessoas e a banda Missionários foi muito importante para a cena. Há histórias de que os caras se cortavam no palco e tomavam tantas cartelas de benflogin que tudo podia acontecer no show dos caras e fez uma aura em cima da molecada que queria um rock mais insano. As bandas que surgiram depois como Estupido Estupro, Os Escroques, Krappulas, Os Cervejas, Playmobillys vinham todas nessa pegada, todos tendo o psychobilly como a forma mais pura do rock n’ roll, sex drugs and alcohol. Para você ter uma ideia o Missionários se auto rotulava de “psychojunk‘ a’ billyalcólico”! Depois disso veio o Ovos Presley, grande banda que manteve e trouxe o psychobilly de volta à tona no meio dos anos 1990. Os shows são f…, todo mundo canta as músicas junto uma p… zoeira com o Ademir se atirando no palco descendo no wrecking. Quem já viu um show do Ovos Presley sabe como que é. Logo depois, Os Catalépticos trouxeram um psychobilly que surpreendeu todo mundo, um petardo na orelha, que a partir das turnês internacionais trouxe um pouco mais da atenção para a cena em Curitiba. Os festivais surgiram e a coisa foi se desenvolvendo como está hoje, mas foram as pessoas que fizeram isso acontecer.

Durango95′: Você e Coxinha fizeram parte dos lendários Catalépticos. Como foi que o público lidou com o fim da banda e início do Sick Sick Sinners?

Vladimir Urban: Acho que todo mundo lidou bem. Eu recebo até hoje emails me perguntando sobre isso – por que Os Catalépticos acabaram -, mas de uma forma geral todo mundo entendeu que estávamos indo em direções diferentes. O Sick Sick Sinners não tem a pretensão de ser a continuação dos Catalépticos. Só vamos continuar fazendo psychobilly do jeito que a gente gosta, as vezes mais rápido e pesado, as vezes mais tranquilo, e assim por diante.

Durango95′: Cite as principais influências da banda? E bandas novas, quais as favoritas?

Vladimir Urban: As influências do Sick Sick Sinners são inúmeras. Ouvimos de tudo e tudo acaba influenciando na hora de escrever e compor. Neste último EP gravamos Toy Dolls, Ovos Presley e Motörhead. Essas são três influências grandes da banda, mas fora isso tem muito mais coisa, western, blues, bluegrass, metal hardcore, punk rock, surf music… e assim vai.

Durango95′: O Sick Sick Sinners já tocou na Europa, Estados Unidos, México, entre outros. Há pouco tempo fez show no nordeste. Como foi a recepção do público de lá e o que esperam do show em Belém?

Vladimir Urban: Os shows no nordeste foram sensacionais. Foi muito legal principalmente em Natal, que tocamos no festival Do Sol, que é um festival muito legal, mas todos os shows foram legais. Queríamos tocar todos os anos lá! Sinceramente não tenho ideia do que esperar do público de Belém, mas com certeza que vai ser um público roqueiro, então tá tudo certo!

Durango95′: O Psycho Carnival é o evento mais importante do psychobilly no Brasil e já faz parte da agenda do psychoblly mundial. Como tudo começou e quais as intenções futuras?

Vladimir Urban: Cara, tudo começou sem pretensão. Era um show para receber uns amigos que vinham da França, no tempo que tínhamos Os Catalépticos. A data, por ser um feriado prolongado, se mostrou perfeita para todo mundo viajar e vir para Curitiba, principalmente o público de São Paulo, Londrina, Belo Horizonte, interior de SP, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, tem até uns “loco” do Nordeste e Belém que tão trocando o carnaval tradicional pelo Psycho Carnival (risos).  Mas o plano é continuar fazendo sempre o festival e tornando ele o melhor possível e trazendo as maiores bandas do gênero para o Brasil.

É isso aí galera, escutem o conselho do Vlad e venham curtir e comemorar esses 3 anos de This is Radio Trash.
Não esqueçam, dia 13 de agosto às 22hs, queremos ver todo mundo no “wrecking”!

www.myspace.com/sicksicksinners
www.psychocarnival.com.br

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