Fonoteca Pública Satyro de Mello


E ela aconteceu na minha vida

Vinis Fonoteca - Fonoteca Pública Satyro de Mello - CENTUR

Nunca gostei de quantificar para qualificar. Não que eu odeie os números, mas sempre fiquei mais embriagada pelas palavras ou pelos sons. Assim de cara o número impressiona. Os 26 mil discos em vinil, são mais atraentes do que a minha fonoteca digital de míseros 6 gibabytes. Sempre tive uma queda por cadeiras vermelhas, vitrolas e rock. Então, simplesmente a Fonoteca Pública Satyro de Mello do CENTUR, “aconteceu” na minha vida. Moro em Belém há quase cinco anos e a única pergunta que consigo me fazer como forma de punição é: como pude passar tanto tempo sem as trilhas sonoras da minha vida em LP?! David Bowie, Bob Dylan, Barão Vermelho, Led Zeppelin, AC/DC, Stress, Beatles, Lou Reed. Jamais imaginaria encontrar todos ali, catalogados a espera de ouvidos ansiosos. No meu caso, o corpo inteiro totalmente louco.

Vinis Fonoteca - Fonoteca Pública Satyro de Mello - CENTUR

O primeiro álbum que ouvi na Fonoteca foi um do Caetano Veloso. Não me lembro qual era, pois estava tão excitada em pousar a agulha do aparelho no LP (aprendi essa expressão com o Renato da Radiotrash), que me senti um cão vira-lata que acabou de comer pela primeira vez um prato bem suculento. Chego na Fonoteca, escolho o que vou ouvir… eu que já nasci na era digital, na linguagem da home page, do “dabliu dabliu dabliu”, me senti tão renovada ao ouvir o som com chiado, como se tudo que ouço no digital seja enfeitado demais. Meu coração e minha cabeça são beatnicks (sic) demais para que eu seja purista, então não, esse não é um texto daqueles metidos, que no fundo querem convencer que o analógico é melhor que o digital. Só desejo que uma vez na vida, as pessoas possam ir até à Fonoteca e sentir ao modo delas, que a música, tanto para ser feita como ouvida, requer um ritual, como em uma arte sequencial, que passa por cada ponto do seu corpo, que nem mesmo a acupuntura é capaz de alcançar.

Serviço:

Fonoteca Pública Satyro de Mello
de segunda a sexta das 8h às 17h – Quarto andar do Centur – Entrada franca.

Avenida Gentil Bittencourt, 650
Belém – PA, 66035-340
(0xx)91 3202-4333

Publicado no blog da  Monique Malcher.


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