Alice Cooper faz público voltar à adolescência em SP

Por Daniel Buarque do G1, em São Paulo. As fotos são de: Daigo Oliva/G1.

O teatro de horror com guilhotina, fantasias e bonecos gigantes costuma ser a principal referência para uma apresentação do roqueiro veterano Alice Cooper, mas é preciso dizer que, além do circo, este sessentão faz um show dos mais divertidos e animados que existem no mundo. Foi isso o que mostrou durante uma hora de meia sobre o palco em São Paulo na noite desta quinta-feira (2). Apesar da idade e de apresentar um repertório sem grandes novidades, o cantor conseguiu fugir da sensação de nostalgia barata, e fez com que seus clássicos empolgassem com muita atualidade.

Veja a GALERIA DE FOTOS do show

O segredo talvez seja o fato de Cooper, aos 63 anos, de fato acreditar ter 18 anos, como canta em uma das músicas mais famosas do seu repertório (“I’m eighteen”). Pode ser por isso que ele permanece, desde os anos 1970, fiel a uma rebeldia dessa juventude que não se leva muito a sério e quer mesmo se divertir com uma música barulhenta, simples, sem virtuosismo e fácil de ser cantada em coro pelos fãs.

Cooper de fato era jovem e tinha pouco mais de 20 anos quando lançou, nos anos 1970, a maior parte das músicas que fazem parte do seu show atual. É difícil falar da apresentação sem mencionar a impressão de “túnel do tempo” que é deixada. Mais de dois terços das músicas cantadas foram lançadas na década de 70. Mesmo assim, em vez de parecer datado ou perdido no passado, o show parece transportar as pessoas de volta à época das canções.

Desde o início do show, o vocalista já deixava claro que esta turnê “No more mr. nice guy”, cujo nome é tirado de um clássico dele de 1973, seria fundamentada naquela década, em que gravou suas músicas mais importantes. “The black widow” abriu a apresentação com interpretação teatral cheia de elementos no palco e com narração do ator Vincent Price (que também participou de Thriller, de Michael Jackson).

Cooper entra no palco em cima de um pedestal, vestindo uma jaqueta que tem três braços extras de cada lado do corpo, como se o transformassem em uma aranha. Este foi apenas o primeiro figurino de 13 que vestiu durante o show, mais de um a cada duas músicas.

Apenas uma das canções tocadas foi composta neste século, “I’ll bite your face off”, que na verdade fará parte do próximo disco do cantor, continuação de “Welcome to my nightmare”, de 1975, que deve sair no próximo ano.

Pirotecnia sem exageros

Famoso por ter popularizado este gênero de música com elementos teatrais, que influenciaria grupos como Kiss e mais recentemente até a cantora Lady Gaga, Cooper usa de forma inteligente esta pirotecnia em sua apresentação, sem exagerar.

Há um boneco de Frankenstein gigante que sobe ao palco, uma boneca de mulher com quem ele dança, uma espada com notas de dólar penduradas, os balões cheios de papel picado que fura com outra espada e, finalmente, a guilhotina que “corta” sua cabeça. Mas o diferencial é que ele parece não fazer isso para chocar de fato, mas apenas para brincar e divertir, como crianças que se livraram da escola, como canta em School’s out, uma de suas músicas mais famosas.

A cada música, a cada troca de roupa e a cada novo elemento de circo, o público que encheu (sem lotar) o Credicard Hall reagia intensamente, se divertindo da mesma forma. Por mais heterogênea que realmente fosse a plateia, houve um momento em que todos tinham 18 anos também.

Setlist
01- The black widow
02- Brutal planet
03- I’m eighteen
04- Under my wheels
05- Billion dollar babies
06- No more mr. nice guy
07- Hey stoopid
08- Is it my body
09- Halo of flies
10- I’ll Bite your face off
11- Muscle of love
12- Only women bleed
13- Cold ethyl
14- Feed my Frankenstein
15- Clones (We’re all)
16- Poison
17- Wicked young man
18- Killer
19- I love the dead
20- School’s out / Another brick in the wall

Bis
21- Elected
22- Fire

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