Entrevista especial com o produtor musical Rafael Ramos (Deckdisc)

Entrevista exclusiva para Sidney Filho

Rafael Ramos é muito mais do que explana o Wikipédia. Rafael Ramos é atualmente um dos produtores musicais mais importantes da cena do rock racional, tanto produzindo bandas e artistas fortes no mercado brasileiro como Capital Inicial, Pitty, Dead Fish entre outros, como também desenvolvendo o trabalho de novas bandas como o Vivendo do Ócio, direto da Bahia.

Além disso, ele também já fez parte das bandas Baba Cósmica (baterista e depois como vocalista) e tocou bateria na banda de hardcore Jason.

Rafael concedeu uma entrevista especial, na qual conta detalhes sobre os novos projetos do selo e gravadora Deckdisc, como a netlabel Vigilante. Ele também relata o interesse em relação as bandas do Pará.

Você já foi baterista de várias bandas, antes de ser produtor. Fale sobre essa experiência como músico?

Gosto da bateria até hoje. Foi o instrumento que casou comigo, quando eu era bem pequeno, mais que guitarra e baixo. Mas não tenho tocado, uma brincadeira ou outra, nada demais. Tô bem enferrujado, na real.

Como começaste o teu trabalho como produtor? E também sobre a história da Deckdisc?

Comecei produzindo discos pro meu selo independente chamado Tamborete Entertainment, que tive com o Leonardo Panço (jornalista do Rio, guitarra do Jason, que toquei) nos anos 90. Fui produzir porque era o único da galera que já tinha entrado em estúdio alguma vez na vida. Fiz Sex NOise, Poindexter… discos bem massa. As gravações duravam 24, no máximo 36 horas. Pra fazer o disco TODO, MIXADO! Meus pais sempre tiveram a Deck e começar a trazer projetos pra dentro foi acontecendo de forma natural. Umas coisas foram dando certo e hoje estamos aí, felizes e na batalha!

Como surgiu a ideia de criar o Vigilante? E no que ele consiste?

O selo é uma forma de se estudar o mercado da música e os novos caminhos. Experimentando mais, contratando bandas mais loucass, estilos diferentes. Foi uma das formas de permitir arriscar mais artisticamente, na escolha das bandas. Com uma relação em que “parceria” e “planejamento” são palavras chave.

O mercado da música, tanto no mundo independente quando no âmbito mais comercial, está sem muita definição. Qual é a sua opinião sobre a atual situação do mercado da música, no Brasil e no mundo?

“Nêgo” reclama muito, mas quando aparece uma coisa muito boa (e tem rolado várias) a parada estoura e dá dinheiro. Da Lady Gaga ao The XX. Sempre tem coisa virando, acontecendo mesmo. Acho que a galera tem meio é que parar de reclamar, falar mal da indústria e se preocupar em melhorar seu produto (olha eu chamando música de produto!!!). E isso vale pro mundo.

O que você conhece do rock paraense?

Meu pai produziu o Flor Atômica do Stress. Vi o texto que você me mandou e me emocionei. Acho esse disco clássico. Conheço acho que zero da cena atual, mas esse é o motivo do contato dessa entrevista: compartilhar. Pelos links que você me mandou já vi que tem muita coisa boa.

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Comments

  1. Taí… Não sabia que o Rafael tinha tocado com o Jason. Grande banda brasileira que voltou à cena ano passado. Merece espaço por aqui. Abraços

  2. Sou Fã do seu trabalho! COmo faço pra entrar em contato com você RAFAEL RAMOS! o que vc fez pelo deadfish foi fenomenal!tirou a essencia dos caras! eu to nesta batalha de banda a 7 anos! To precisando muito trocar uma ideia com vc e mostrar o meu trabalho! Preciso de UMA chance só! Valew Abraços

  3. acesse, conheça e curta!!!

    BHZ/MG

    http://www.soundcloud.com/skapuke

  4. Anônimo says:

    curte ai o videoclipe novo da banda parada obrigatoria

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