Pedro Metz, da banda Pública, fala sobre o disco novo

Pedro Metz, da Pública

Por Carolina Matos

de São Paulo/SP

O meu primeiro post no blog do Durango95′, não podia ser mais especial. Abro minha participação aqui, com uma entrevista que fiz com Pedro Metz, da banda gaúcha Pública. Eles estiveram em Belém no ano passado, em um dos shows mais bonitos que o Durango95′ já produziu e, esse ano, a banda se prepara para o lançamento de um novo trabalho, intitulado Canções de Guerra. Tendo em vista a qualidade dos dois primeiros discos, Polaris e Como num filme sem um fim, digo que a expectativa pra o próximo é bem grande.

– Qual a expectativa da banda para esse novo trabalho?
É grande, porque a gente trabalha duro pra deixar as músicas prontas. À medida que os elementos vão se somando e tu “vê” o resultado, quer que as outras pessoas sintam como a gente está sentindo. Mas estamos felizes e confiantes que as pessoas que ouvirem atentamente vão gostar.

– Como foi a experiência de gravar no Rio de Janeiro?
Maravilhosa. Um estúdio com uma energia incrível. O Çobato (O’Rappa) virou um “amigaço”. Adoramos o Rio e nos sentimos em casa. Não sei se gravássemos em outro lugar o disco seria igual. O que posso dizer é que foi um ótimo período.

– No Blog, cancoesdeguerra.blogspot.com, vocês se referem ao disco como um trabalho diferente. O que mudou?

Olha, começa pela mudança de formação, que obviamente traz outros olhares para as músicas. O Como num filme sem fim é um disco nostálgico, uma revisão da infância. O Polaris é pessoal, fala de relacionamentos, reflexões. O Canções é um disco de afirmação da banda, de ter vindo para SP, ser músico e viver disso. A sonoridade está mais ligada aos anos 1970, nos timbres e batidas. Mas é a Pública. Mais madura e, mesmo assim, sem perder o vigor. Bem pelo contrário.

– Quais as novas influências que vocês estão trazendo? Esse ano que a banda está em São Paulo mudou alguma coisa?
Mudou sim. É um pouco como eu falei na resposta anterior. É sobre as influências, Tom Jobim e Bob Marley estão mais presentes, com certeza.

– A banda está fazendo 10 anos, e nos últimos anos muita coisa aconteceu na trajetória de vocês. Como a Pública se vê hoje, nesses 10 anos?
Olha, acho que conquistamos o que nos propomos quando fizemos a banda: fazer música de qualidade, que nos agrade. Eu escuto o primeiro disco sem arrependimentos. No entanto, financeiramente, é uma dureza (risos). E acho que a banda poderia ser muito mais conhecida pelo público. Não somos exatamente apegados a ideia de ficar o dia inteiro twittando pra fazer a banda crescer. Porque ainda somos de outra geração, mais romântica a tudo que diz respeito à música. E até por causa disso o nome do álbum é Canções de Guerra. O cara tem que ser muito guerreiro pra ter banda!

– E quando vocês vão lançar o disco novo? Já tem data?
Devermos terminar o trabalho nos próximos dias. O lançamento deve ficar entre junho e julho, dependendo de como formos lançar, se será por selos, gravadora, independente…

– E quando você vão à Belém mostrar esse novo trabalho?

Iremos quando nos chamarem!!! Adoramos belém, Mercado Ver-o-peso (a coisa mais Brasil que eu já vi), as pessoas e o tratamento que recebemos. Adoraríamos que esta tour passasse pela cidade de vocês!

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Comments

  1. Stefan Borges says:

    Olá, gostaria de fazer uma observação sobre a matéria, sou gaúcho e gosto muito do rock da Pública, foi um som que conquistou mesmo, estou ancioso para ouvir o novo álbum, aqui nosso estado nasceram grandes bandas de rock, como todos sabem, e rock bom, feito com amor, é uma penas que ainda muitas pessoas não reconheçam isso.

    Abraços

  2. Olá. Sou paraense e quero ver o Pública em Belém de novo.

Trackbacks

  1. […] Leia a entrevista do Durango95′ com Pedro Metz – Vocalista da banda :: Aqui :: […]

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