Entrevista com Roberto Figueiredo – Dj e proprietário do Café com Arte

Café com Arte - Cultura alternativa e rock de Belém.

Com 8 anos de casa e uma boa história no circuito alternativo de Belém, o Café com Arte desperta para alguns amor, ódio, admiração e, longe do “pagodinho”, forró, aparelhagens e tudo mais sem identidade, o jovem mais descolado, que gosta de algum estilo dentro do rock, se sente em casa. Ali surgiram vários núcleos produtores de festas. O Casarão é o ponto de encontro de vários estilos alternativos e morderninhos. Bem localizado, no centro – Rui Barbosa, entre Braz de Aguiar e Nazaré -, hoje o lugar é  reduto de cultura alternativa e um dos poucos lugares com uma pequena estrutura para shows.

O Durango95′ fez algumas perguntas para o dono, dj e administrador da casa, Roberto Figueiredo, veja aí:

Durango95′ – O circuito alternativo de Belém já teve várias casas e algumas fecharam, outras tiveram uma vida curta. O Café com Arte completa 8 anos e próximo de chegar em uma década. O que você atribuir o sucesso da casa?

Roberto Figueiredo: Dedicação, essa é a palavra certa para o sucesso do Café. Há 7 anos atrás eu tinha o Café como um lugar para tocar as músicas que eu gosto 70s/80s/90 e não me importava com o resto. A serasgum fazia suas festas quinzenais. Fechava todo mês no vermelho (risos). Quando parei para pensar e transformei o Café num négocio – antes era meu local de diversão – passei a dedicar quase 18h por dia para fazer as coisas acontecerem. Começei a chamar “djs” para dividir a cabine de som comigo e estipular espaços. Tipo, na boate toca 80% “pop” , no porão o dj toca o que bem entender. Também começei a fazer outras festas, a chamar banda cover, happy hour, etc. Comento com as pessas que, no início do happy hour, eu começava a tocar às 20h e ficava até 1h tocando sozinho. O Café lotava e detalhe, não tinha banda e nem djs convidados. Aí, começamos a ter novos clientes que buscavam outro tipo de diversão e que acabaram encontrando aqui.


Durango95′: Vários núcleos (produtoras e coletivos) surgem com a necessidade apresentar uma proposta nova de diversão. Você tem ideia do efeito sobre a cena do circuito alternativo a iniciativa de abrir espaço para festas novas dentro do Café com Arte?
Dono e administrador do Café com Arte.Roberto Figueiredo: Acho que sim, quando alguém procura o Café para fazer algo, sempre deixo eles à vontade para colocar suas ideias, mas também dou os meus tecos, até porque tem clientes que vêm ao Café pelo local. Tanto faz quem esteja fazendo a festa comigo.
Durango95′: O porão é considerado o lado mais alternativo do Café com Arte. Lá surgiram a maioria dos djs de rock e núcleos. No entanto, o espaço parece um lado b da casa. Você reconhece a importância do porão para o rock, indie e alternativo?
Roberto Figueiredo: Sem dúvida que reconheço. As pessoas perguntam quem vai tocar no porão, dizem que é o melhor lugar do Café. Também acho muito bacana tocar lá. Tem outra vibe. Só o que me incomoda é a fumaça. De resto acho duca….


Durango95′. O que o público do Café com Arte pode esperar para esse novo período? Uma vez você comentou o desejo de transferir o espaço de show para o porão maior do Café. Quando irá acontecer? Ou pretende anunciar algumas mudanças na estrutura ou perfil da programação?
Roberto Fiqueiredo: Realmente tenho essa vontade, mas toda vez que comento com alguém, sempre recebo como negativa a mudança. Pedem para que eu não mexa em nada, que está bom do jeito que está. Outros pedem mais ventiladores. Para esse ano, estou querendo realmente trasformar lá onde tinha o bilhar numa sala de jogos, com bilhar, poker, dama, Playstation. Sobre a programação, em time que está ganhando não se mexe, apenas contrata reforço (risos). E qualquer coisa estamos aqui, abraços

Contatos:

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Comments

  1. mary jo says:

    Esta entrevista foi demais para quem nao conhecia a estoria do cafe valeu.

Trackbacks

  1. […] o som na boate do Café com Arte, o Dj residente Roberto Figueiredo (leia a entrevista exclusiva dele para o site)  e Dj Tusa Montenegro, do coletivo Megafônica. Depois desse festival de coisas boas pra um […]

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