Sobre o novo disco dos Strokes – Angles

 

The Strokes.

Influências do anos 1980? A banda perdeu um pouco da direção musical? Será o começo do fim? Ou ainda, Julian Casablanca já pensa na carreira solo? São razões diferentes para entender Angles – disco de inéditas após um hiato de 5 anos. Os Strokes não são mais uma banda surgida para salvar o rock – nem deveríamos pensar desta forma – ou um fenômeno pop atual. The Strokes é rock alternativo de garagem produzido atualmente. Não é o “mais do mesmo”, até por que são talentosos demais para estarem neste nível, mas  fizeram um disco bom, com a pretensão de agradar o fã mais carente, fevoroso e o desconhecido em busca de algo diferente.

The Strokes - Vários "angles" sobre o som.

A banda está cada vez mais equilibrada. Os projetos paralelos trouxeram mais vivência para cada integrante e o som, digamos, ficou cada vez mais redondo (com vários ângulos ou Angles ) e próximo de um formato “The Strokes”. Reflete um pouco de cada membro, suas influências e traços de projetos solos como Fabrício Moretti (banda Little Joy, com som bem lo-fi) ; disco solo do Albert Hammond Jr ¿Cómo Te Llama? ; o baixista Nikolai Fraiture também lançou disco com a banda Nickel Eye. Angle é um álbum de uma banda, não um disco com letras do Julian e arranjos do Albert/ Nick Valens, como poderíamos identificar em discos anteriores. Um processo natural e criativo, a banda está cada vez mais sendo o espelho de seus integrantes.

The Strokes.

Eles nunca foram uma banda de protesto ou em busca de questionar algo, apenas queriam comentar suas aventuras amorosas, desencontros, algo comum para todos nós, e, no máximo, fazer música com ar provocativo. The Strokes são a diversão de fazer música e ter uma banda, e talvez essa seja a razão deles estarem na estrada até hoje.

Ouvi o disco quando vazou na net, alguns dias antes do lançamento oficial. Uma correria para achar link, antes de ser “desligado”. Valeu a pena. Encontrei uma banda com um track list ótimo. Imaginei na hora as músicas “ao vivo” e a energia do show (comentei na época: um disco para pista). Algumas músicas, além dos  singles “Under cover of darkeness ” e “You’re so right” , que você deveria ouvir:

Acho que todos esperam, que eles revolucionem o rock, mas não é este o sentido. The Strokes querem fazer música, boa música diga se de passagem. Eles já sacudiram a indústria e a música e poucas pessoas perceberam. A forma do som, o estilo e até a maneira de se vestir são apenas alguns indícios de que os tempos não são mais os mesmos.

The Strokes na rede:

Site | Twitter oficial da banda |

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Comments

  1. Conheci os Strokes como se deve, do começo (através do excelente, Is This It , álbum de estréia de 2001) O comprei aqui mesmo na cidade (moro em Belém faz pouco tempo, mas já sei onde encontrar álbuns recentes ou anitgos, bons e baratos!) De lá pra cá nao parei mais. Depois veio, Room On Fire (que pela crítica, nao foi bem recebido) e First Impressions Of The Earth (de onde saiu o excelente single “You Only Live Once”) Depois de algum tempo sem lançarem nada, cheguei a pensar que a banda estava passando por aquelas fases costumeiras, pra repensarem, etc. (imaginei que fossem terminar com a banda…) Foi quando ouvi na MTV, que ia sair finalmente o quarto album, ANGLES! Cara fiquei animado pra caralho, pensei logo no barulho que iam fazer com essse disco. Comprei o Cd, faz pouco mais de 1 mes e nao consigo nao parar de escutá-lo (começo pelo Is This It) uma verdadeira odisséia (rs). A primeira vez que ouvi “MACHU PICCHU” torci um pouco os ouvidos, confesso que demorei uns 3 dias pra assimilar as guitarras incomuns da música (nao sei por que mas sempre que a ouço, assim como os 15 segundos de “Games” as imagino logo como músicas de fundo pra uma luta no México, no jogo Street Fighter 2) Foi quando percebi que esse disco, era diferente, experimental. Como todo mundo, fiquei ansioso por mais, ao lançamento do single “Under Cover Of Darkness” (música essa que me faz querer dançar) mas fiquei preocupado que o disco fosse sufocado pelo peso do Hit. Mas ao ouvir os seus 34 minutos, fiquei despreocupado. “You’re So High” me faz lembrar um pouco Do RADIOHEAD, na época dos albuns (Hail To The Thief e KId A, sem levar em consideraçao que esse último citado é ausente de guitarras. Talvez seja pela levada esquizofrénica, soturna e melódica ou pelo vocal que o Julio faz. “Call Me Back” e “Gratisfaction” Sao a prova que a banda também faz um som pra relaxar, para sorrir ou para cantar em unisom com os amigos. “Metabolism” sugere realmente um metabolismo bem alternado, por vezes lento e rápido. Ou uma personalidade, furiosa, gentil e melancólica. Tudo a beira de um precipício. “Life Is Simple In The Moonnlight” Vem como um calmante para os nervos. Seja pelo início que sugere uma praia, com um lindo por-do-sol. ou caminhada de bicicleta em uma tarde qualquer. Ou o que o próprio título afirma (a vida é simples na luz do luar) uma reflexao e uma contemplaçao sob a luz do luar, onde tudo some e só o que importa é aquele momento… Profundo nao? Pena que tudo issso é interrompido após 34 mintuos. É, tudo que é bom dura pouco…

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